27 de fevereiro de 2025

‘Achadinhos’ e cupons: entenda o que são links afiliados usados por influenciadores e como não cair em golpes


Influenciadoras de Itapetininga (SP) viralizaram nas redes sociais com divulgação de ofertas. Saiba como funcionam e como se proteger durante compras feitas pela internet. Influenciadora de Itapetininga trabalha com links associados nas redes sociais
Reprodução/Instagram
Quem não adora um bom desconto, mas odeia perder tempo caçando ofertas pela internet? E se houvesse um jeito de encontrar aquele produto desejado com um clique e, ainda, aproveitar uma indicação confiável? É exatamente aí que entram os links associados usados por influenciadores.
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No entanto, a praticidade dos links associados também tem seu lado sombrio. De acordo com uma advogada especializada em crimes digitais, é essencial ficar atento ao utilizar esses links, pois nem todos são legítimos.
Golpistas podem se aproveitar da popularidade dos influenciadores para enganar os consumidores, comprometendo dados pessoais e financeiros.
💸 Como funciona
O link associado, também conhecido como link de afiliado, funciona como uma espécie de “ponte” entre o influenciador e o e-commerce ou marca parceira. Quando um influenciador compartilha esse link em suas redes sociais, seja em um post, story ou vídeo, ele está direcionando seus seguidores para o site da marca ou loja.
A grande vantagem é que, se o seguidor fizer uma compra por meio deste link, o influenciador recebe uma comissão sobre a venda, sem que isso altere o preço do produto para o comprador. O link é rastreado, e a loja consegue identificar que a venda foi originada pela recomendação do influenciador.
🤳 ‘Deixei de maquiar para viver do digital’
Pamela Ferreira trabalha com vendas por link afiliado desde agosto de 2024
Pamela Ferreira/Arquivo pessoal
Pamela Ferreira mora em Itapetininga, no interior de São Paulo, e trabalha como influencer digital. Só no Instagram, ela acumula mais de 172 mil seguidores, compartilhando a rotina da maternidade e, é claro, os links afiliados. Inclusive, ela destaca no perfil: “Deixei de maquiar para viver do digital”.
Ao g1, a influenciadora contou que começou a trabalhar com os links em agosto de 2024. Alguns produtos ela compra e indica nas redes sociais, mas a maioria das vendas acontece por um grupo de mensagens e todos os produtos são analisados antes da indicação.
“Foi difícil ter que parar de maquiar, pois eu amo, mas os valores como afiliada não se comparam. Eu posso trabalhar de casa e cuidar da minha bebê, isso é um privilégio”, explica.
Pamela foi selecionada como uma afiliada de destaque no aplicativo que trabalha por ser uma das que mais vende dentro da plataforma. Em janeiro, ela fez 850 pedidos por dia, mas essa quantidade pode variar no mês. Em média, ela divulga 100 produtos em um dia.
🔎 ‘Espiã de promoções’
Gabriella tem um perfil nas redes sociais no qual compartilha promoções em comércios de Itapetininga (SP)
Gabriella Moura/Arquivo pessoal
Com 28 mil seguidores, Gabriella Moura, também de Itapetininga, se descreve como uma “espiã de promoções”.
À reportagem, a jovem explicou que tudo começou como um passatempo: ela ia até os lugares, fotografava promoções e compartilhava com seus seguidores. Na época, trabalhava como esteticista e estudava enfermagem.
Atualmente, a influenciadora tem parcerias fixas e faz divulgações para essas lojas. Ela contou que recebe muitas propostas de trabalho, mas tem um critério rigoroso, aceitando apenas aquelas marcas que conhece e nas quais confia para garantir a qualidade e a segurança dos produtos indicados aos consumidores.
“Foi muito legal ser reconhecida. Muitas pessoas acabam me parando na rua e perguntando se eu sou a ‘menina do achadinhos’. Fico muito feliz”, comenta.
💻 Segurança nas compras online
A advogada especializada em crimes de internet Valéria Cheque orienta que, em primeiro lugar, os usuários devem verificar a reputação da loja em sites como Reclame Aqui e Ebit.
O Procon-SP também disponibiliza uma lista de sites não recomendados para compras online, chamada Evite esses Sites, baseada em reclamações de consumidores. É fundamental desconfiar de promoções e preços muito baixos.
Ao encontrar um produto na internet, nunca se deve clicar diretamente no link, mas, sim, pesquisá-lo no site oficial da loja que o vende. A melhor opção é sempre efetuar as compras diretamente pelo aplicativo da loja, caso ele esteja disponível.
Advogada especializada compartilha dicas para comprar na internet
Pâmela Beker/g1
No caso de compras feitas pelo site da loja, é importante verificar se ele é seguro. O endereço da página deve começar com “https://” e exibir um cadeado verde, que indica criptografia e proteção dos dados do usuário.
“Se o usuário desconfiar que clicou em um link suspeito e que pode estar correndo risco em seu dispositivo móvel ou computador, deve imediatamente passar um antivírus, como o Kaspersky, que possui versão gratuita. O ideal é nunca clicar em links e sempre desconfiar, principalmente daqueles enviados por terceiros”, alerta a advogada.
Além disso, existem sites e ferramentas online que verificam a segurança de links. Basta o usuário digitar o link em uma dessas plataformas para verificar se ele é seguro ou não.
Em caso de golpe, a advogada orienta a seguir os seguintes passos:
Registre um boletim de ocorrência: procure a delegacia mais próxima ou utilize a delegacia online para formalizar a denúncia;
Entre em contato com a loja ou instituição financeira: informe o ocorrido e solicite o cancelamento da compra ou o bloqueio do cartão;
Reúna provas: guarde todos os comprovantes de compra, e-mails, mensagens e prints de tela que possam ajudar na investigação.
*Colaborou sob supervisão de Carla Monteiro
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