Réu foi preso em setembro do ano passado, no Aeroporto Marechal Rondon, quando voltava de uma viagem que fez para o Nordeste com oito adolescentes, com a promessa de um teste em um time de futebol da região. Suspeito tatuou o rosto de uma das vítimas
Reprodução
O professor de uma escolinha de futebol foi condenado a 46 anos de prisão, nesta quarta-feira (26), por abusar sexualmente de alunos menores de idade, em Cuiabá. Ele foi preso em setembro do ano passado, no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana da capital, quando voltava de uma viagem que fez para o Nordeste com oito adolescentes, com a promessa de um teste em um time de futebol da região.
O g1 não divulgará a identidade do suspeito para resguardar a integridade e imagem da vítima.
A 14ª Vara Criminal de Cuiabá também condenou o réu ao pagamento de R$ 56, 4 mil por danos morais.
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o professor foi condenado pelos crimes de estupro de vulnerável, por três vezes; filmar cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente; trocar fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente; armazenar mídias com cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente; estupro; favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável; e importunação sexual.
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Relembre o caso
A prisão do professor aconteceu no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana da capital, quando ele retornava de uma viagem do Nordeste
Reprodução/Sergio Lapada
O professor, na época com 39 anos, foi preso em setembro de 2024. Além dos abusos contra três menores de idade, ele ainda chegou a tatuar o rosto de uma das vítimas no peito.
As investigações começaram após a mãe de um aluno procurar a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) e relatar que estava preocupada com a relação do professor com os estudantes. Conforme o relato à polícia, um aluno enviou imagens ao pai em que o professor cometia abusos, sendo um deles contra um menino de 13 anos.
Ainda de acordo com relato de uma das mães à polícia, o suspeito insistia em sair com os alunos fora do horário das aulas, como por exemplo, ir ao cinema. No entanto, ela disse que nunca permitiu que o filho fosse, porque já suspeitava do comportamento do professor.
Segundo o delegado da Polícia Civil, Vitor Chab, a escolinha funciona como um projeto social, e que o professor usava do cargo para se aproximar dos alunos, na intenção de cometer os abusos.
Crimes anteriores
Ainda de acordo com o delegado, o professor já tinha duas passagem por aliciamento de menores de idade.
Segundo a polícia, as denúncias de aliciamento foram feitas em 2021. À época, as vítimas tinham 13 e 15 anos, respectivamente, e também eram alunas do professor investigado.