Cerimônia acontece neste domingo, com indicação histórica do Brasil na categoria. Leia críticas dos filmes concorrentes e assista aos trailers. Oscar 2025: indicados na categoria de Melhor Filme
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A edição de 2025 do Oscar acontecerá neste domingo (2), com uma indicação histórica do Brasil.
“Ainda estou aqui”, uma produção original do Globoplay, é o primeiro filme do país a concorrer na principal categoria da premiação, a de Melhor Filme. Ele disputará o prêmio com “Anora”, “O brutalista”, “Um completo desconhecido”, “Conclave”, “Duna: Parte 2”, “Emilia Pérez”, “Nickel boys”, “A substância” e “Wicked”.
O g1 já viu TODOS os indicados à categoria de Melhor Filme no Oscar 2025; veja abaixo o ranking, do pior ao melhor, assista aos trailers e clique nos links para ler as críticas.
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Veja a lista completa de indicados
Saiba quem são os favoritos
10 – ‘Um completo desconhecido’
Trailer de ‘A Complete Unknown’, com Timothée Chalamet no papel de Bob Dylan
Com a missão gigantesca de retratar a história (ou parte dela) de um dos cantores americanos mais brilhantes e misteriosos de todos os tempos, o filme dedica toda a sua atenção à genialidade de Bob Dylan – e, no processo, abre mão da pessoa por trás do artista. As grandes atuações de Timothée Chalamet, à altura do astro do folk, e do resto do elenco elevam a cinebiografia acima do formato padrão do gênero e compensam uma obra linda, mas sem qualquer conflito. Leia a crítica do filme ‘Um completo desconhecido’.
9 – ‘A substância’
Entenda por que ‘A Substância’ é um dos filmes mais comentados do ano
O longa da francesa Coralie Fargeat fala sobre pressão estética de um jeito diferente, e acerta ao focar na imagem, com uma atuação visceral de Demi Moore. No início, a história progride gradativamente, com uma narrativa que, a princípio, não parece tão descolada da realidade. Nas últimas cenas, porém, o filme se torna uma overdose visual, sonora e narrativa, que pode prejudicar a mensagem inicial. Leia a crítica do filme “A substância”.
8 – ‘Emilia Pérez’
Assista ao trailer do filme “Emilia Perez”
O filme é uma experiência cinematográfica intensa e hipnótica. As situações dramáticas e os números musicais são bem amarrados, graças a um roteiro que não deixa a sensação de que algo está fora de lugar. Há quem elogie sua estética inovadora, que chamou atenção em festivais pelo mundo, mas críticos questionam como a vida de uma mulher trans e a sociedade mexicana são retratadas na história, dirigida pelo francês Jacques Audiard. Leia a crítica do filme ‘Emilia Pérez’.
7 – ‘Nickel boys’
Assista ao trailer do filme “Nickel Boys”
Para contar a história, o diretor RaMell Ross escolheu uma forma que, a princípio, parece inusitada. O cineasta (também co-autor do roteiro) se vale de uma câmera subjetiva para que a história seja contada a partir do ponto de vista de seus personagens. Conforme o filme avança, as perspectivas vão se alternando. Talvez a forma de conduzir a história possa ser mal vista por parte do público, pelo ritmo lento e contemplativo. Mas tudo tem uma intenção, o que fica evidente ao final da trama. Leia a crítica do filme ‘Nickel boys’.
6 – ‘Wicked’
Assista ao trailer de ‘Wicked’
“Wicked” triunfa por não mexer em time que está ganhando. O filme não se preocupa em conquistar quem não curte musicais – em vez disso, pretende orgulhar os “theater kids” (como são chamados os fãs do teatro musical), que sempre amaram a história. Desafiando a gravidade de uma enorme expectativa, a produção acerta a fórmula das adaptações e se junta a nomes como “Chicago” e “West Side Story” na lista de ótimas peças da Broadway transformadas em ótimas obras para o cinema. A maior crítica é em relação à sua cor, muitas vezes mais “apagada” que o necessário. Leia a crítica do filme ‘Wicked’.
5 – ‘Duna: Parte 2’
Assista ao trailer de ‘Duna: Parte 2’
O novo “Duna” é tudo o que uma ficção científica deveria ser: o encontro perfeito de ação grandiosa e uma discussão relevante sobre temas complexos, como fanatismo religioso e fascismo. O diretor Denis Villeneuve se aproveita da parte mais empolgante do livro original para entregar a melhor saga espacial dos últimos anos. É impossível ignorar, no entanto, um incômodo com uma dose de orientalismo e do velho clichê do padrão representado pelo branco e do exótico como o “diverso”. Leia a crítica do filme ‘Duna: Parte 2’.
4 – ‘Conclave’
Assista ao trailer do filme “Conclave”
O que torna “Conclave” uma obra fascinante é o fato do diretor Edward Berger demonstrar controle e sabedoria na narração. Ele nunca parece perder tempo com elementos desnecessários, que poderiam dar voltas na trama, e mantém tudo no tempo e ritmo corretos, para não deixar o público perdido com tantos detalhes a respeito dos rituais do Vaticano que surgem na história. O filme prende o espectador com os olhos grudados na tela, graças ao bom desenvolvimento dos personagens e às reviravoltas da trama. Leia a crítica do filme ‘Conclave’.
3 – ‘O brutalista’
Assista ao trailer de ‘O brutalista’
Por causa de experiências desagradáveis ou desnecessárias do passado, é fácil torcer o nariz para um filme com duração de 3h35 – ou 3h20, com um intervalo de 15 minutos. Mas não se deixe enganar. A direção certeira de Brady Corbet e a atuação magnética e irretocável de Adrien Brody fazem desse um dos melhores filmes do ano. A dupla transforma a difícil história de resiliência e abusos de um imigrante nos Estados Unidos, após a Segunda Guerra, em uma vida quase real, repleta de obstáculos e dores, mas também de beleza. Leia a crítica do filme ‘O brutalista’.
2 – ‘Ainda estou aqui’
Assista ao trailer de ‘Ainda Estou Aqui’
Apesar de adaptar o livro de memórias de mesmo nome de Marcelo Rubens Paiva, “Ainda estou aqui” faz da história muito pessoal da família do escritor um alerta bem universal sobre os perigos do fascismo. O diretor Walter Salles não precisa mostrar os horrores aos quais o ex-deputado federal Rubens Paiva foi submetido até sua morte. A falta de respostas e o desespero contido de Eunice Paiva (numa interpretação hipnotizante de Fernanda Torres) são mais do que suficientes para mostrar os perigos do fascismo e calar – com algum otimismo – aqueles que pedem o retorno de uma ditadura. Leia a crítica do filme ‘Ainda estou aqui’.
1 – ‘Anora’
Assista ao trailer de ‘Anora’
À primeira vista, o filme até parece apenas uma excelente e muito carismática comédia romântica com toques eróticos sobre uma stripper que conhece e se casa com um jovem herdeiro russo. Mas não demora para que a história se desdobre em múltiplas novas camadas – de trama baladeira com drogas e sexo a romance fofinho “good vibes”, a farsa hilária e caótica com toques de crítica social cínica. Todo esse incrível e excitante universo escondido, disfarçado em situações previsíveis, é guiado pela presença exuberante da protagonista Mikey Madison. Leia a crítica do filme ‘Anora’.