28 de fevereiro de 2025

Dengue: Saúde confirma 2 casos do sorotipo 3 no DF


Segundo secretaria, pacientes não precisaram ser hospitalizados e já estão recuperados. Dengue
Freepik
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou, nesta quinta-feira (27), dois casos do sorotipo 3 (DENV-3) da dengue na capital. De acordo com a pasta, os pacientes não precisaram ser hospitalizados e já estão recuperados.
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Ainda de acordo com o governo do DF, as pessoas foram contaminadas em outros estados e, em seguida, voltaram para a capital.
Ressaltamos que o sorotipo 3 está circulando nos estados vizinhos de Goiás e MG e estamos com a vigilância sensível.
O aumento da circulação do sorotipo 3 da doença no país preocupa os especialistas. Segundo dados do Ministério da Saúde, esse crescimento foi mais evidente nas últimas semanas de dezembro de 2024.
Como desde 2008 o DENV-3 não circulava de forma predominante no país, autoridades e especialistas alertam para o fato de que uma grande parcela da população está suscetível a novas infecções, o que torna o atual aumento de casos ainda mais alarmante.
Além disso, como o DENV-1 e o DENV-2 continuam a circular ao mesmo tempo, a chance de infecções múltiplas — ou seja, por mais de um sorotipo — também aumenta, o que eleva o risco de complicações graves.
🔎 O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Ele possui quatro sorotipos diferentes: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Se você teve DENV-1, você está imune a esse sorotipo. Vale o mesmo para DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Por isso, uma pessoa pode ter dengue até quatro vezes ao longo de sua vida.
No Distrito Federal, a vacinação contra a dengue está disponível nos postos de saúde para adolescentes entre 10 a 14 anos. Veja aqui os locais de vacinação.
Como prevenir?
Como saber se você está com dengue e se é grave
A vacina é uma das ferramentas contra a dengue, mas não é a principal. A forma mais eficaz continua sendo a adoção de medidas de prevenção, com a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti.
evite qualquer reservatório de água parada sem proteção em casa. O mosquito pode usar como criadouros grandes espaços, como caixas d’água e piscinas abertas, até pequenos objetos, como tampas de garrafa e vasos de planta;
coloque areia no prato das plantas ou troque a água uma vez por semana. Não basta esvaziar o recipiente. É preciso esfregá-lo, para retirar os ovos do mosquito depositados na superfície da parede interna, pouco acima do nível da água. Isso vale para qualquer recipiente com água;
pneus velhos devem ser furados e guardados com cobertura ou recolhidos pela limpeza pública. Garrafas pet e outros recipientes vazios também devem ser entregues à limpeza pública. Vasos e baldes vazios devem ser colocados de boca para baixo;
limpe diariamente as cubas de bebedouros de água mineral e de água comum. Seque as áreas que acumulem águas de chuva. Tampe as caixas d’água.
Sintomas e sinais de alerta
Nem sempre a infecção apresenta sintomas, sendo possível ter dengue assintomática ou um quadro leve. Mas é preciso ficar atento se a pessoa tiver febre alta (39ºC a 40ºC), de início repentino, acompanhada por pelo menos outros dois sintomas:
dor de cabeça intensa;
dor atrás dos olhos;
dores musculares e articulares;
náusea e vômito;
manchas vermelhas no corpo.
A forma grave é a que preocupa. Após o período febril, o indivíduo deve ficar atento aos sinais de alarme:
dor abdominal intensa e contínua;
vômitos persistentes;
acúmulo de líquidos em cavidades corporais;
sangramento de mucosa;
hemorragias.
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