27 de fevereiro de 2025

8 de janeiro: PGR defende arquivamento de investigação contra Ibaneis Rocha por suposto envolvimento nos atos golpistas


Em manifestação ao STF, procurador-geral Paulo Gustavo Gonet Branco afirmou que não há ‘justa causa’ que permita prosseguimento do caso. Ibaneis Rocha durante discurso
TV Globo/Reprodução
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, no Supremo Tribunal Federal (STF), o arquivamento da investigação contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).
A apuração é sobre o suposto envolvimento do governador com os atos golpistas de 8 de janeiro – quando foram atacadas as sedes dos Três Poderes.
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O documento da PGR foi apresentado nesta quarta-feira (26). O g1 entrou em contato com o governador, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.
A manifestação será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Caberá a ele verificar se a investigação quanto ao governador poderá ser arquivada.
O que diz o documento da PGR
Ao STF, o procurador-geral Paulo Gustavo Gonet Branco afirmou que a polícia já apresentou relatório final sobre a “omissão e conivência criminosa por parte das autoridades e dos agentes das forças de segurança pública”.
“Esgotadas as diligências viáveis e sem outra linha investigatória idônea, a partir dos elementos de informação produzidos até o momento, os fatos relatados não revelam justa causa hábil a autorizar o prosseguimento da persecução penal contra Ibaneis Rocha Barros Júnior”, afirmou Paulo Gonet.
O documento afirma que a PGR já formou sua opinião sobre os investigados ao apresentar a denúncia contra Anderson Gustavo Torres, Fernando de Sousa Oliveira e Fábio Augusto Vieira.
Considerações sobre o governador
Paulo Gonet argumentou que Ibaneis “compareceu voluntariamente à sede da Polícia Federal e, com consentimento para acesso amplo, enviou dois aparelhos celulares que se encontraram em sua posse”.
Explicou que a análise de computadores revelou cópias de documentos que repudiavam os ataques e pediam a ajuda da Força Nacional;
Também sustentou que a análise pericial em celulares apontou a interlocução com autoridades e a tomada de providências. Foram localizadas 36 ligações no período.
A PGR pontuou que os investigadores concluíram que não havia atos de Ibaneis no sentido de “mudar planejamento, desfazer ordens de autoridades das forças de segurança, omitir informações a autoridades superiores do Governo Federal ou mesmo impedir a repressão do avanço dos manifestantes durante os atos de vandalismo e invasão”.
“A autoridade policial pontuou não terem sido encontrados indícios de que dados tenham sido apagados dos aparelhos celulares do investigado”, disse Gonet, que também detalhou o depoimento do governador à polícia.
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