Prefeitura deve desenvolver um programa de cadastramento e regulamentação para os ambulantes, além da criação de áreas designadas para o comércio informal. Comércio informal no Centro de Cuiabá
Ednilson Aguiar
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL) pediu à prefeitura que os vendedores ambulantes sejam retirados das calçadas do Centro da capital e que um novo espaço seja regularizado para a categoria. O ofício foi enviado após uma reunião com Secretaria de Ordem Pública, que aconteceu na segunda-feira (24). O pedido deve ser respondido em até 30 dias.
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Segundo a CDL, o comércio informal dificulta a passagem de clientes e turistas, resultando em um ambiente de tumulto que afasta as pessoas do Centro. Além de comprometer a imagem de Cuiabá como um destino atrativo, a situação prejudica os comércios formais que existem na região.
No ofício, foi solicitado que a prefeitura desenvolva um programa de cadastramento e regulamentação para os ambulantes, além da criação de áreas designadas para o comércio de maneira ordenada e legal.
“O intuito não é deslegitimar a luta por sustento de quem depende desse trabalho. Essa abordagem não apenas respeitará os direitos dos trabalhadores informais, mas também garantirá a fluidez do trânsito de pedestres e a competitividade dos comerciantes formais”, explicou a CDL, em nota.
Outras alternativas
O Sindicato dos Camelôs de Mato Grosso (Sincamat) propôs também que um planejamento seja criado com as seguintes ações:
Cadastrar todos os camelôs associados que possuam bancas na Rua Treze de Junho;
Criação de uma “Central Popular de Compras do Ambulante”;
Divisão dos espaços de estacionamento, como lado direito: espaço para os carros estacionarem e do lado esquerdo, inserção de um quiosques de plástico, a cada 3 metros.
De acordo com a Sincamat, todos os quiosques deverão ser fixados no chão e etiquetados com um número de registro do permissionário, e explicou que o aluguel de um local fixo ficaria inviável para os comerciantes informais.
“A indisponiblidade de pontos centrais para os ambulantes, devido ao alto custo de aluguel se torna inviável e não há alternativa a não ser ocupar as ruas de forma organizada, sem atrapalhar o trânsito de veículos e de pedestres”, pontuou.
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