Série do g1 resume, nas palavras dos próprios autores do carnaval das escolas do Grupo Especial, o que será levado para a Sapucaí. Veja o que Edson Pereira diz sobre Logun-Edé, o orixá da transformação. g1 no carnaval 2025: conheça o enredo da Unidos da Tijuca
“Não é simplesmente um enredo falando de ancestralidade. Logun-Edé é o mais novo dos orixás do panteão africano. Ele é um orixá contemporâneo desse momento que a gente vive, é o orixá da transformação.”
A Unidos da Tijuca homenageia Logun-Edé, ajudando a difundir no Brasil o conhecimento sobre esse orixá pouco conhecido, segundo disse Edson Pereira ao g1, para a série em que os carnavalescos resumem os enredos de suas escolas (veja no vídeo acima).
O “santo menino que o velho respeita”, Logun Edé é filho de Oxum, rainha da água doce, e Oxóssi, o caçador. O orixá carrega a essência da juventude e a força das tradições, sendo celebrado como um símbolo de esperança e renovação.
“Logun-Edé é um orixá que é pouco conhecido e difundido no Brasil. Ele traz na sua representação do pavão toda essa energia que já existia e sempre existiu na escola do Borel.”, disse Edson sobre sobre o enredo “Logun-Edé – Santo Menino que Velho Respeita”:
A cantora Anitta é uma das compositoras do samba-enredo.
“Eu acho que a Anitta representa muito bem o enredo por fazer parte dessa juventude que colabora para nossa cultura, e eu tenho certeza de que ela também fará parte do nosso enredo, mas eu não posso revelar onde.”
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Enredo e samba: Unidos da Tijuca celebra Logun Edé no carnaval de 2025
Confira o samba-enredo
Reflete o espelho… Orisun
Nas águas de Oxum
À luz de Orunmilá
Magia que desaguou na ribeira
E fez o caçador se encantar
Sou eu, sou eu
Príncipe nascido desse grande amor
Herdeiro da bravura e da beleza
É da minha natureza a dualidade e o fulgor
De tudo que aprendi, o todo que reuni
Fez imbatível a força do meu axé
Com brilho imenso, desafio o consenso, inquieto e intenso
Sou Logum Edé
Oakofaê, odoiá
Oakofaê, desbravei o mar
Não ando sozinho montei no cavalo marinho
Abri caminho pro povo de Ijexá
E no rufar dos Ilus meu tambor
A fé no Kale Bokum assentou
A proteção de meus pais, ofás e abebés
Sou a Tijuca e seus candomblés
Um lindo leque se abriu, ori do meu pavilhão
Amarelo ouro e azul pavão
Orixá menino que velho respeita
Recebi sentença de pai Oxalá
Eu não descanso depois da missão cumprida
A minha sina é recomeçar
Logun edé
Logum arô
Logun edé loci loci Logun arô
A juventude do Borel
Desce o morro pra cantar em seu louvor