4 de abril de 2025

Filha diz que pastor que morreu após ser picado por cobra também trabalhava como gari: ‘Subia e descia do caminhão na maior alegria’

Família contou que Marcio Vieira foi atacado por uma jararacuçu. Hospital informou que o pastor tomou um soro antibotrópico cerca de 25 minutos após a picada. Pastor Marcio Vieira de Paula, de 48 anos, morreu após ser picado por uma cobra em Rio Verde, Goiás
Reprodução/Redes Sociais
O pastor Márcio Vieira de Paula, de 48 anos, que morreu três dias após ser picado por uma cobra, também trabalhava como gari em Rio Verde, no sudoeste goiano. Abalada, a filha preferiu não se identificar, mas contou que o pai dividia a rotina entre o trabalho “para o homem” e “para o reino”, uma referência religiosa.
“Ele era gari e tenho orgulho de dizer que ele subia e descia daquele caminhão de lixo na maior alegria. Era um homem de Deus. Honrou a igreja. Me espelhava nele”, desabafou a filha.
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Márcio era pastor há 24 anos na Igreja de Deus no Brasil e gari há cerca de 15. Ao g1, a filha disse que o pai foi atacado por uma “jararacuçu” em uma fazenda. No entanto, não há informações oficiais da espécie do animal.
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Ataque
Márcio morreu na última terça-feira (5), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Universitário (HMU) de Rio Verde. À TV Anhanguera, o HMU informou que o pastor tomou um soro antibotrópico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) cerca de 25 minutos após a picada.
Pastor Marcio Vieira de Paula, de 48 anos, morreu após ser picado por uma cobra em Rio Verde, Goiás
Reprodução/Redes Sociais
O caso foi registrado na Polícia Civil para a investigação. A Polícia Científica de Goiás informou que foi realizado o exame médico-legal e que a lesão na vítima era compatível com picada de serpente.
“Ficou constatada a destruição dos tecidos e a coagulação sanguínea características de picada por serpente do gênero Bothrops (jararacas, jaracuçus e urutus) que tem como característica a ação proteolítica. ”, especificou Olegário Augusto, perito criminal e da Divisão de Comunicação da Polícia Científica.
Olegário explicou que, por conta dos procedimentos médicos a que a vítima foi submetida, a picada original foi descaracterizada. Por isso, não é possível identificar o número de picadas que a vítima sofreu, sendo possível informar somente que a(s) picada(s) foi(ram) na região da canela da perna esquerda.
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