Segunda edição de evento infame está programada para acontecer no México, no fim de maio. Organização promete reembolso em caso de cancelamento. Site da segunda edição do Fyre Festival
Reprodução/Fire.mx
Depois de uma infame e desastrosa primeira edição, os ingressos para o segundo Fyre Festival foram colocados à venda nesta terça (25), custando de US$ 1.400 (R$ 8.085) a US$ 1,1 milhão (R$ 6,3 milhões, na cotação atual). O festival está programado para acontecer na Isla Mujeres, no México, entre os dias 30 de maio e 2 de junho.
“Não há outro evento como este”, diz o site, que promete “uma celebração eletrizante de música, artes, culinária, comédia, moda, jogos, esportes e caça ao tesouro” com “performances inesquecíveis, experiências imersivas e uma atmosfera que redefine a criatividade e a cultura”.
O criador do festival, Billy McFarland, de 31 anos, disse em um vídeo publicado no Instagram que esta segunda edição será diferente.
“Tenho certeza de que muitas pessoas acham que sou louco por fazer isso de novo”, disse McFarland em um comunicado, publicado pelo “The Guardian”. “Mas sinto que seria louco se não fizesse isso de novo. Após anos de reflexão e agora planejamento cuidadoso, a nova equipe e eu temos planos incríveis para Fyre 2. Os aventureiros que confiam na visão e dão o salto ajudarão a fazer história.”
Não há programação confirmada ainda. De acordo com o que McFarland disse ao Today Show, o festival incluirá “artistas de música eletrônica, hip-hop, pop e rock”.
O evento tem o apoio da SoldOut.com, empresa de venda de ingressos. O presidente da empresa, Andrew Hentrich, garantiu que haverá reembolso caso o festival seja cancelado. “Todos os lucros das vendas de ingressos do Fyre Festival no SoldOut.com são mantidos em segurança e não serão liquidados com o Fyre até que o evento tenha ocorrido com sucesso”, ele disse em uma declaração.
O desastre de 2017
A infame edição de 2017 do Fyre foi promovida por influenciadores e famosos como a “experiência cultural da década” em uma ilha deserta de Bahamas.
Porém, após pagarem milhares de dólares, os participantes que chegaram à ilha de Exuma para viver essa experiência encontraram apenas sanduíches de queijo, barracas de campanha no estilo das utilizadas em ações humanitárias e nada de música.
Colchões e barracas montadas para o Fyre Festival, em Exuma, Bahamas
Jake Strang via AP
Em 2018, McFarland admitiu ter agido fraudulentamente. Foi condenado a seis anos de prisão e a reembolsar 26 milhões de dólares (100 milhões de reais na cotação da época). Após quatro anos atrás das grades, passou a cumprir prisão domiciliar em setembro do ano passado.
Ele afirma que os primeiros 100 ingressos para o Fyre Festival II foram vendidos ainda em 2023.