Neste dia 31 de maio, Juiz de Fora completa 174 anos, e o g1 te convida a conhecer cinco artistas que deixaram seu traço, e contribuíram na arte juiz-forana. Vista geral de Juiz de Fora, foto de arquivo
Prefeitura de Juiz de Fora/Divulgação
Com o olhar apurado, o traço preciso e a mente criativa, artistas mineiros retratam Juiz de Fora e assim, mantêm viva a memória da cidade. Não importa se os desenhos são feitos a partir de tinta acrílica, nanquim, lápis ou spray.
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Homenagear a terra onde nasceu, ou escolheu para chamar de sua, é a característica que esses cinco artistas, de tempos e estilos diferentes, têm em comum.
Neste dia 31 de maio, Juiz de Fora completa 174 anos, e o g1 te convida a conhecer cinco artistas que, através dos traços, contribuíram para a arte juiz-forana.
Dnar Rocha: ‘Autêntico produto da Zona da Mata mineira’
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“Sou um autêntico produto da Zona da Mata Mineira”, era assim que Dnar Rocha se definia, o artista nasceu no início da década de 30, na pequena cidade de Tabuleiro, Minas Gerais, mas ainda jovem se mudou com os pais e oito irmãos para Juiz de Fora.
Passou a frequentar aulas de desenho na Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras. Foi amor ao primeiro rascunho. Dnar se destacou pela mente inquieta, e a busca pela expressão artística com pinceladas generosas e cores fortes.
Retratou prédios tradicionais da cidade, os mares de morros de Juiz de Fora, revelo característico da Zona da Mata, estações de trem, até se aventurou em autorretratos.
Carlos Bracher: o encontro entre o belo e o sublime
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O juiz-forano Carlos Bracher é um dos maiores pintores do Brasil, e assim como Dnar estudou na tradicional Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras.
Há mais de 50 anos mora em Ouro Preto, onde fica o ateliê dele. Mas nunca deixou de declarar o amor pela terra natal, nas passagens pela cidade.
Em uma das últimas visitas, o artista presenteou Juiz de Fora, ao desenhar a fachada do Cine-Theatro Central. E depois, pintar a plateia do imponente teatro, ao som de música clássica, signo marcante do pintor. Assim ele estabelece a conversa entre o belo e o sublime: a arte em sua pura forma tradicional.
Iriê Salomão: os detalhes da cidade sob traços de nanquim
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Nos traços delicado de nanquim, Iriê Salomão retrata Juiz de Fora sob outro olhar.
A partir de nuances do Pontilhismo, Iriê desenha recortes da cidade: fachadas de prédios tombados, azulejos feitos pela tradicional Pantaleone Arcuri e casas que já foram demolidas. “É a minha maneira de resgatar memórias através da arte”.
“Meu trabalho é mostrar o que resta da emoção de quem viveu em uma cidade que desapareceu. Detalhes que chamo pérolas da princesa”, disse.
Gerson Guedes: ‘Conecto minha arte com minha cidade’
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“Procuro fazer da pintura um eterno aprendizado, onde a cor conecta meus pensamentos e vivências ao meu meio na cidade”, é com essa premissa que Gerson Guedes expõe Juiz de Fora nos quadros.
Desde o início dos anos oitenta, o artista participa de mostras artísticas, que tem como protagonista temas ligados à cidade de Juiz de Fora e à Zona da Mata.
O café, a indústria têxtil e a arquitetura da cidade são alguns dos recortes que o artista retrata da cidade nas telas. O artista considera Juiz de Fora uma colcha de retalhos, onde costura com cores a arte.
Stain: ‘Colorir a cidade e mostrar que grafite é arte’
Stain grafiteiro de Juiz de Fora colore a cidade com tinta spray
Arquivo Pessoal
Da cultura hip hop, o grafiteiro Stain dá outro significado às ruas de Juiz de Fora. Quem passa pela cidade com certeza já viu alguma das obras espalhadas nos viadutos, praças, muros e pontos de ônibus.
“Quero mudar a cabeça de quem acha que grafite não é arte. A galera da comunidade tem feito muito movimento na cidade, mostrar que lugar de cultura é também na rua”, disse.
Se Dnar era declarado como “autêntico produto da Zona da Mata mineira” e retratava Juiz de Fora em outra época, Stain é “cria da comunidade do Santa Cândida”, e usa tinta spray para dar cor ao concreto da cidade.
A arte sai dos quadros, e se torna mais democrática. Quem passa pelas ruas de Juiz de Fora, conhece e celebra o olhar de novas gerações sob a princesa de Minas.
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